O novo player chega com força: Goldman Sachs e Bank of America investem pesado na Bolsa de Valores do Texas (TXSE)

A briga pelo domínio do mercado de capitais dos EUA vai ficar quente! Acabou de sair a notícia que o Goldman Sachs e o Bank of America estão liderando um investimento de cerca de US$ 20 milhões na TXSE Group, a empresa por trás da Bolsa de Valores do Texas.

Com essa rodada, a bolsa sediada em Dallas já teria levantado um total de US$ 270 milhões na sua missão de quebrar o duopólio da Nasdaq e da NYSE. Eles já têm a aprovação da SEC (a CVM de lá) e planejam iniciar as operações de negociação em 2026.

O fundador, James Lee, soltou o comunicado padrão: “Esses investimentos estratégicos de líderes globais colocam o TXSE Group em uma posição de capital ainda mais forte a longo prazo, permitindo-nos trazer mais inovação e competição para os mercados de capitais dos EUA.”

Mas não são só eles. O who’s who de Wall Street tá nessa: JPMorgan Chase, BlackRock e a Citadel Securities (do Ken Griffin) também estão no grupo de investidores. Após a aprovação da SEC, serão 86 investidores no capital da TXSE.

A pergunta que fica: vai rolar uma migração em massa de empresas para o Texas, ou vai ser mais uma bolsa de nicho?

Já era hora de ter uma bolsa séria que não fosse controlada por aquela velha guarda de Nova York. Com o peso desses investidores, a TXSE tem capital para oferecer taxas competitivas e atrair as empresas de energia e tech que já tão todas se mudando para o Texas. Isso aqui vai explodir. 2026 não tá tão longe.

Outra bolsa? Só o que precisamos é de mais fragmentação de liquidez. A menos que consigam atrair os IPOs gigantes (Apple, Nvidia, etc.) que são a alma da Nasdaq, vão ficar no nicho de empresas regionais. É um projeto político/econômico (fazer do Texas um hub financeiro) mais do que uma necessidade real do mercado. Mas com esse lineup de donos, não vão deixar falir tão cedo.

Isso é muito maior que uma bolsa. É um movimento geopolítico e regulatório. O Texas tem um governo estadual bem mais “business-friendly” e menos regulador do que Nova York. Se empacotarem isso com uma estrutura regulatória mais enxuta, podem atrair empresas que estão de saco cheio da complexidade de Sarbanes-Oxley e das regras da NYSE/Nasdaq. Fiquem de olho.