OPEC+ planeja novo aumento na produção de petróleo em Novembro

Pessoal, chegou uma notícia quente do mercado de energia. Segundo três fontes familiarizadas com as discussões, a OPEC+ deve aprovar mais um aumento na produção de petróleo em sua reunião do próximo domingo, 05 de outubro.

Os detalhes:

O aumento: Seria de pelo menos 137 mil barris por dia para o mês de novembro.

O motivo: Os preços do petróleo em alta estão encorajando o grupo a tentar recuperar ainda mais sua participação no mercado. É uma reversão completa da estratégia de cortes que vigorava em Abril.

Contexto: Desde que começaram a afrouxar os cortes, a OPEC+ já aumentou as cotas em mais de 2,5 milhões de barris por dia (cerca de 2,4% da demanda mundial). Isso também aconteceu sob pressão do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para baixar os preços.

E como estão os preços?

Caíram bastante desde o pico de US$ 80 no começo do ano.

Estão negociando numa faixa mais estreita, entre US$ 60 e US$ 70, desde que os aumentos começaram.

Na sexta-feira, inclusive, atingiram o maior patamar desde 1º de agosto, ultrapassando US$ 70, impulsionados pelos ataques de drones ucranianos à infraestrutura de energia russa.

Parece que a geopolítica e a economia não dão trégua para o mercado de commodities. Acham que esse aumento é suficiente para segurar os preços ou a instabilidade pode fazer tudo disparar de novo?

É um jogo de gato e rato. A OPEC+ quer ganhar market share e agradar os EUA, mas qualquer interrupção na Rússia (ou em qualquer outro lugar) por causa de conflitos manda esse aumento planejado por água abaixo. Eles estão tentando controlar uma fera que já está solta.

137 mil barris é quase um “aumento simbólico”. É um tiquinho de nada perto dos cortes de quase 6 milhões de barris que já fizeram no passado. Parece mais um osso jogado para acalmar o mercado e mostrar que estão “fazendo algo”, sem comprometer a rentabilidade atual.

Não podemos subestimar o fator Ucrânia nisso. Os ataques às refinarias russas estão criando um prêmio de risco no preço que a OPEC+ não consegue controlar. É um lembrete de que, no fim do dia, a commodity mais importante do mundo é profundamente vulnerável a conflitos.