Ouro cai na semana enquanto mercado fica noiado com alta de juros - petróleo em queda não foi suficiente

Fala, pessoal! Bora falar do metal amarelo que todo mundo ama?

Então, o ouro teve um respiro na sexta-feira, subindo mais de 1%, mas a história da semana foi amarga. Spot fechou em $4.090/oz (+1,6% no dia), mas acumulou uma queda de 1,7% na semana - e olha que já são QUATRO semanas seguidas perdendo valor. Os futuros então? Pior ainda: recuaram 3,3% na semana.

O que tá pegando?

O mercado metálico passou a semana inteira de olho no Federal Reserve e nos dados de inflação. O PCE núcleo (aquele que o Fed ama de paixão) veio em linha com as expectativas: subiu 0,3% no mês e 3,4% no ano - maior alta desde outubro de 2023. O PCE cheio também veio dentro do esperado, com a alta anual mais forte desde abril de 2023.

O plot twist? Mesmo com a inflação alta, o mercado DIMINUIU as apostas em novos aumentos de juros e aumentou levemente as apostas em manutenção. Por quê? Porque tão acreditando que esse PCE de maio foi o pico das pressões inflacionárias, já que o petróleo despencou essa semana pros níveis de antes do conflito no Oriente Médio.

Mas o que pesou mesmo pro ouro ter caído na semana foi o DÓLAR FORTE. Com as apostas em alta de juros ainda pairando, o dólar valorizou e esmagou o ouro. A queda do petróleo ajudou a aliviar as preocupações com inflação, mas nem isso foi suficiente pra segurar as perdas da semana.

Quatro semanas seguidas de queda e o povo já tá cantando “morte do ouro”. Isso é a mesma história de sempre: mercado reage a curto prazo, enquanto os fundamentos de longo prazo continuam intactos. Inflação estrutural, dívida gigante, desdolarização… tudo isso não sumiu. Quem tá vendendo ouro agora vai se arrepender amargamente.

Um detalhe importante que ninguém falou: o mercado de ouro físico e o papel estão caminhando em direções opostas. A demanda física na Ásia tá FORTE. O preço spot cai, mas as barras e moedas estão saindo como água. Isso é um sinal de que o mercado de papel pode estar manipulando o preço pra baixo. Se a demanda física se manter, o ajuste vai ser violento pra cima.

“Manipulação” é uma palavra forte, mas que o mercado de papel influencia o preço, influencia. A pergunta é: até quando? A demanda física vai acabar vencendo, como sempre venceu.