Ouro sobe do fundo do poço de 5 semanas enquanto o Estreito de Ormuz vira zona de guerra – e os juros continuam um mistério

O ouro deu uma respirada hoje (+0,7%), depois de amargar a maior baixa em cinco semanas ontem. Mas o gás foi pouco, porque o petróleo lá nas alturas deixa os juros futuros num limbo danado.

:play_button: Ouro spot: US$ 4.556,35

A queda de ontem (>2%) foi a maior desde março, mas agora a tensão voltou com tudo: EUA e Irã trocando tiro no Estreito de Ormuz — aquele gargalo que o mundo inteiro usa pra escoar petróleo.

O Pentágono disse que detonou seis lanchas de ataque iranianas. Aí o Irã revidou bombardeando os Emirados Árabes, e um terminal de petróleo em Fujairah já pegou fogo.

E o laranja-mecânico (Trump) lançou o tal “Projeto Liberdade” pra escoltar navios e reabrir as rotas de navegação. Papo bonito, mas o risco de escalada militar continua pairando igual nuvem de cinza.

Resumo: ouro tentou reagir, mas com petróleo estourando e juros sem direção, ninguém quer comprar lingote com muita convicção. Seguimos observando.

Sempre a mesma dança: Trump faz ameaça, sobe petróleo, ouro dá um espirro e depois cai mais. Tô fora desse ativo até o Fed chiar. Dá mais lucro comprar bala e água mineral pra quando a Terceira chegar.

Pessoal ignorando o verdadeiro problema: se Ormuz fecha, petróleo vai a 200 dólares e o BC americano vai ter que subir juros de novo. Ouro vai pra casa do caralho antes de decolar. Minha posição? Short de dólar e comprado em KFC (sim, frango frito sobe sempre na guerra).

KFC é stonks demais. Mas o seguro de navio mercante já foi reajustado hoje – fonte: trabalho no ramo. Segura o chapéu que o pré-sal não paga a conta.