Fala, sub. Hoje o negócio tá feio pro lado do petróleo – ou bom, dependendo do seu viés.
Os preços estão subindo forte depois de duas notícias que vão fazer qualquer economista perder o sono:
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) resolveram meter o pé da OPEC – sim, aquele grupinho dos países produtores de petróleo. A saída começa na sexta-feira. Motivo oficial: “focar mais nos interesses nacionais”. Motivo real: cansaço de ficar obedecendo cota de produção enquanto o Irã pega fogo.
Trump prepara bloqueio prolongado no Estreito de Hormuz – segundo o WSJ, o laranja mandou os assessores prepararem um bloqueio que pode durar meses. Ou seja, a principal rota do petróleo do mundo (20% do petróleo global passa ali) pode ficar fechada por um bom tempo.
O resultado?
Brent (referência global): +3,3% → $114,93 o barril
WTI (EUA): +3,8% → $103,65 o barril
Contexto importante:
Os Emirados já reclamavam das cotas da OPEC há tempos. Agora, com o bloqueio, eles podem até querer aumentar a produção – mas como? O petróleo deles também passa por Hormuz.
Enquanto o estreito estiver bloqueado, não adianta tirar mais petróleo do chão se não tem como escoar.
O que esperar?
Gasolina no posto? Vai subir.
Inflação? Também.
Bolsas? Depende. Petrobras sobe, aéreas caem.
E o Brasil? Pois é. Enquanto isso, a gente continua vendendo soja e tomando no lombo com dólar alto.
Resumo: caos energético à vista. Aproveitem enquanto o diesel tá “só” a R$ 6,50.