Presidente da Cecafé alerta: Exportações de café do Brasil para os EUA vão cair ainda mais com tarifas de Trump

Pessoal, um alerta importante para quem acompanha o agronegócio. O presidente do grupo de exportadores de café (Cecafé), Márcio Ferreira, afirmou que as exportações de café para os EUA vão continuar caindo se as tarifas impostas por Trump permanecerem.

O contexto:

Em agosto, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro (e outros produtos).

O resultado foi imediato: em agosto, as vendas para os EUA despencaram 46% na comparação com o ano passado. Os EUA deixaram de ser nosso maior comprador.

E a queda continuou: só até 19 de setembro, as exportações já tinham caído mais 20% em relação ao patamar de agosto.

E agora?

Segundo Ferreira, só uma mudança na política comercial pode reverter esse quadro. O setor ficou animado com a reunião mais cordial entre Trump e Lula na ONU esta semana, vendo isso como um sinal positivo.

O outro lado da moeda:

Ele admitiu que, no curto prazo, as tarifas podem ser boas para os produtores, que se beneficiam com os preços mais altos no mercado global. No entanto, exportadores, torrefadores e consumidores finais é que estão sofrendo com esse cenário.

Resumindo: o mercado global do café foi virado de cabeça para baixo. Acham que esse impasse comercial vai se resolver ou o preço do nosso cafézinho vai ficar ainda mais salgado aí nos EUA?

É a tal da “guerra comercial” batendo na nossa porta. O pior é que os EUA são um mercado insubstituível. Você não acha outro comprador do mesmo tamanho da noite para o dia. Enquanto isso, a gente fica refém de uma briga política.

Para colocar em perspectiva: uma queda de 46% em um mês é catastrófica. E a queda continuando em setembro mostra que não foi um ajuste pontual, é uma tendência. Isso vai ter um impacto enorme na balança comercial do agronegócio este ano.

Falar que “pode ser bom para os produtores” é uma meia-verdade perigosa. Sim, o preço da saca subiu, mas e a logística? E o custo de armazenar a produção que não foi vendida? E a incerteza? O produtor quer é mercado garantido, não ficar na mão de especulador.