Qatar Airways aposenta os últimos A330 e ainda empresta pilotos pra RwandAir ✈️

E aí galera, mais um capítulo da novela da aviação comercial no Oriente Médio. A Qatar Airways aposentou de vez os últimos Airbus A330 de passageiros e ainda mandou mais de uma dúzia de pilotos emprestados pra RwandAir (a companhia nacional de Ruanda). A informação é da Reuters, que ouviu duas fontes familiarizadas com o assunto.

O motivo? Combustível caro pra caralho e a disruptura prolongada na aviação do Golfo tão tornando aeronave velha e beberrona inviável economicamente.

Detalhes que saíram:

A Qatar tinha alugado 4 A330 wide-body da Oman Air no ano passado e planejava operar até 2026, mas eles nunca entraram em serviço

Agora a frota de A330 de passageiros foi totalmente aposentada

Um desses A330 foi comprado pela RwandAir esse ano, e um grupo de pilotos da Qatar foi cedido pra lá — incluindo alguns que não voavam comercialmente desde o começo da guerra

A Qatar disse que revisa a frota regularmente e tá substituindo avião velho por modelo novo e mais eficiente. Espera receber 138 aeronaves nos próximos 5 anos

A companhia opera 239 jatos de passageiros e 30 cargueiros. Os A330 representavam cerca de 7% da frota de passageiros em março

O preço do querosene de aviação dobrou desde o início da guerra

O conflito bagunçou a aviação do Golfo, especialmente os hubs de Doha e Dubai, e a Qatar ainda perdeu tráfego de conexão pra hubs rivais

Analistas dizem que estacionar os A330 velhos é bem mais barato do que operar eles com o combustível no preço atual

Resumo: combustível dobrou, avião velho virou peso morto e a Qatar tá enxugando a frota enquanto espera os novos. E ainda arrumou um jeito de não deixar os pilotos parados — emprestou pra Ruanda. Estratégia ou desespero? Vocês decidem.

A330 é uma senhora aeronave, mas com querosene no preço que tá, não tem jeito. Wide-body antigo virou âncora financeira.

A Qatar fez o certo. Melhor aposentar e esperar os 138 novos do que queimar caixa voando avião que bebe 6 toneladas por hora.

“Pilotos que não voavam comercialmente desde o começo da guerra” — isso é pesado. Imagina você, piloto com milhares de horas, parado por meses e de repente cedido pra uma companhia africana pra voltar a voar.

RwandAir comprando A330 da Qatar e recebendo piloto emprestado? Isso é upgrade e tanto pra companhia ruandesa.

Kigali quer virar hub regional na África. Com apoio logístico da Qatar, quem sabe não vira mesmo. África é o mercado que mais cresce em aviação.