Reino Unido, entre o declínio e o abismo

Apesar dos bons presságios dos últimos dias, Theresa May não pôde fechar nesta semana um compromisso com a União Européia (UE) no Brexit. Isso significa que, neste ponto, nem os britânicos nem o resto do mundo sabem se o Reino Unido está caminhando para um declínio suave, mas inevitável (sim, macerado no patriotismo), ou se acabará caindo no abismo que o mais adeptos de um Brexit que separa o coalho do país do demônio continental.

Tesouro britânico, com conservador George Osborne como Chanceler do Tesouro, previu que, se os britânicos estavam votando licença (licença) do país em recessão, a economia cairia entre 3,6% e 6% em dois anos e seria desemprego entre 500.000 e 800.000 trabalhadores.

Os britânicos votaram para sair, mas os augúrios de cataclismo imediato não foram cumpridos: a economia continuou a crescer e não só o desemprego não aumentou, mas caiu para 250 mil pessoas. Tudo isso consolidou entre muitos britânicos a ideia (muito questionável) de que o Brexit não é perigoso e reforçou aqueles que ainda querem romper completamente com a UE. O problema é que algo aconteceu desde o referendo: o país não entrou em colapso, mas a economia britânica cresceu entre 2 e 2,5 pontos percentuais a menos do que teria crescido sem o Brexit. Eles não são figuras pequenas.