A Suprema Corte dos EUA começa nesta segunda-feira o novo mandato de nove meses com argumentações num caso importante envolvendo a tentativa das petroleiras ExxonMobil e Suncor Energy de enterrar um processo movido por autoridades de Boulder, no Colorado, que pedem indenização por danos causados pelas mudanças climáticas.
É o primeiro de vários casos importantes já na fila pro termo, com disputas envolvendo temas como as políticas de imigração do presidente Donald Trump e proibições estaduais de fuzis estilo assalto que serão ouvidas nos próximos meses. A maioria conservadora de 6 a 3 da corte tem empurrado a lei americana dramaticamente pra direita nos últimos anos.
O órgão máximo do judiciário americano, como é costume, abre o termo na primeira segunda-feira de outubro.
A Exxon (sediada nos EUA) e a Suncor (sediada no Canadá) recorreram depois que a Suprema Corte do Colorado deixou o processo de Boulder seguir adiante, acusando as empresas de violações da lei estadual. O governo Trump apoiou a Exxon e a Suncor, argumentando que a lei federal impede as reivindicações de Boulder.
Os governos da cidade e do condado de Boulder acusam as duas empresas de ajudar a impulsionar as mudanças climáticas e de enganar o público sobre os riscos dos combustíveis fósseis. Boulder quer responsabilizar as empresas por custos passados e futuros associados às mudanças climáticas, como reparos de infraestrutura, danos ambientais, gestão de emergências e danos à saúde pública.
A queima de combustíveis fósseis libera gases de efeito estufa, incluindo dióxido de carbono, na atmosfera, retendo calor e elevando as temperaturas médias globais ao longo do tempo.