Turquia resolveu segurar a coleira dos hedge funds – e não é à toa

Família, a Turquia tá pegando pesado com os hedge funds. O regulador do mercado de capitais turco soltou umas regras novas no sábado que vão limitar a concentração de investimentos e a exposição a partes relacionadas – e o motivo? Retornos suspeitos que tão levantando bandeira vermelha por lá.

Pelo que saiu na Bloomberg, as novas diretrizes colocam limites na quantidade de ações de uma empresa que um fundo pode segurar. Dependendo do free float da companhia, o fundo não pode ter mais de 2% a 8% das ações em circulação. Ah, e também não pode investir mais de 20% do portfólio em empresas ligadas à administração do fundo.

E não para por aí: se um fundo tiver vários papéis que, individualmente, representam mais de 5% da carteira, o valor combinado desses papéis não pode ultrapassar 20% do portfólio. Ou seja, nada de colocar tudo em duas ou três ações e torcer pro céu.

Os fundos têm até o fim de 2026 pra se adequar completamente. Mas têm prazos intermediários: até 31 de outubro precisam reduzir um terço das posições excedentes, até 30 de novembro dois terços, e em 31 de dezembro estar 100% em conformidade.

Por que isso? Porque rolou umas histórias estranhas: alguns fundos turcos estavam basicamente dominando a liquidez de ações de baixa circulação, gerando retornos gigantescos e altas explosivas em certos papéis. Coisa de levantar suspeita de manipulação de preço, contas ligadas e valuations totalmente distorcidos.

E olha que não é só o regulador local que tá de olho: a galera da MSCI, S&P Dow Jones e FTSE Russell já tinham levantado preocupações sobre transparência de acionistas, free float e acessibilidade do mercado turco. Ou seja, o negócio tava feio.

Resumo: Turquia botou ordem na casa, mas os hedge funds vão ter que correr pra se ajustar. Será que isso vai esfriar o mercado ou só mudar o jeito de operar?

Finalmente! Tava na cara que alguns fundos estavam manipulando ações de baixa liquidez. Só ver os retornos bizarros que saíram no último ano. Isso era terra de ninguém.

20% do portfólio em empresas ligadas? Isso devia ser proibido em qualquer lugar do mundo. Já é conflito de interesse na cara dura. A Turquia acertou, mas vamos ver se fiscalizam.

A parte do free float é interessante. Dependendo da empresa, o fundo só pode ter 2% das ações? Isso mata qualquer estratégia de participação ativa. Mas também evita que um fundo sozinho controle o preço.”