Under Armour tomando pau – previsão de queda maior nas vendas e ação despenca 5% no pré-mercado

É meus amigos, mais um capítulo da novela “ninguém quer pagar caro por roupa de academia”.

A Under Armour soltou o balanço e já chegou com o pé esquerdo: previu uma queda ainda maior na receita anual do que o mercado esperava. A ação caiu cerca de 5% no pré-mercado – e olha que ainda nem abriu o pregão direito.

O problema? O consumidor americano tá com o bolso apertado. Inflação persistente, juros altos, incerteza econômica… E quando a grana fica curta, a primeira coisa que o povo corta é gasto supérfluo – e infelizmente pra Under Armour, tênis e camiseta de academia entram nessa lista.

O pior é que a América do Norte é o principal mercado da marca, e lá as coisas tão feias: as receitas caíram 9% no trimestre encerrado em junho, chegando a US$ 609,8 milhões. E a empresa ainda revisou a projeção pro ano todo:agora espera queda de receita na casa dos “mid-single-digit” (algo entre 5% e 7%), sendo que antes a previsão era só uma “pequena queda”. Ou seja, piorou, e não foi pouco.

O cenário é cruel: as marcas tão tentando aumentar preços e cortar descontos, mas num mercado que vive de promoção, isso é quase suicídio comercial. O consumidor só compra se tiver cupom, cashback ou liquidação.

A pergunta que fica: a Under Armour ainda tem jeito ou vai virar a próxima camisa de saudade nas prateleiras de liquidação?

Under Armour já foi moda aqui na academia. Hoje em dia todo mundo usa Nike, Adidas ou aquelas marcas aleatórias da Shopee. Perderam o hype e tão pagando por isso. Venderia antes de piorar.

Inflação alta, juros nas alturas, e o cara vai gastar $100 num shorts da UA? Óbvio que a receita cai. O povo tá preferindo comprar comida do que roupa de marca. Simples assim.

Queda de 9% na América do Norte é pesado, mas a ação já caiu 40% no ano. Será que não tá barata demais? Às vezes o mercado exagera no pessimismo. Tô de olho pra comprar no fundo.