Em 2025, a posição da Tesla no mercado acionário ainda gera opiniões divergentes. De um lado, alguns a enxergam como a precursora da mobilidade elétrica e autônoma; de outro, várias polêmicas e o cenário político instável pesam sobre a imagem da marca. A exposição midiática de Elon Musk e seu envolvimento com questões políticas norte-americanas geram preocupação entre investidores. Analistas avaliam que a tentativa de obter apoio político pode acabar politizando ainda mais a empresa e afastando clientes tradicionalmente preocupados com sustentabilidade.
Sinceramente, não vejo como a Tesla possa reverter a situação num futuro próximo. A imagem da marca está ficando cada vez mais desgastada por causa das constantes polêmicas envolvendo Elon Musk. Seu envolvimento político e suas opiniões extremas geraram uma onda de boicotes e uma rejeição crescente à Tesla. Basta observar a queda nas vendas, o fechamento de algumas concessionárias específicas e o desinteresse crescente pelos veículos da marca para perceber que a situação está se tornando crítica.
Mais preocupante ainda é o impacto dessa crise nas finanças pessoais de Musk. Grande parte das suas ações da Tesla foi dada como garantia para financiar a compra do Twitter (X). Se o preço das ações continuar caindo, ele pode ser forçado a vender essas participações, agravando ainda mais a crise. Enquanto isso, a concorrência não para: BYD, Volkswagen e outras fabricantes estão oferecendo alternativas cada vez mais competitivas.
Diante desse cenário, fica difícil ser otimista em relação ao futuro da Tesla. Sem uma mudança radical, a queda do valor das ações pode se acelerar ainda mais.